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Faixas do Jiu-Jitsu Brasileiro: ordem, graus e quanto tempo demora

Guia das faixas do Jiu-Jitsu Brasileiro: a ordem no adulto e nas crianças, como funcionam os graus e quanto tempo demora, honestamente, até à faixa preta.

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As faixas do Jiu-Jitsu despertam curiosidade em toda a gente que pensa em começar: qual é a ordem, o que são as fitas na ponta, quanto tempo demora até à preta. São boas perguntas — e merecem respostas honestas, sem promessas de atalhos nem números inventados.

Antes dos detalhes, porém, vale a pena arrumar uma ideia: a faixa não é um troféu. É um mapa do caminho. Serve para o professor saber o que já consegues fazer, para os teus parceiros saberem como treinar contigo e para tu perceberes onde estás. O objetivo nunca foi a faixa — é a pessoa em que te tornas enquanto ela escurece.

Neste guia encontras a ordem das faixas no adulto e nas crianças, como funcionam os graus, os tempos médios ditos com honestidade e aquilo que realmente conta para subir. Vamos por partes.

A ordem das faixas do Jiu-Jitsu no adulto

No sistema adulto do Jiu-Jitsu Brasileiro, a ordem é sempre a mesma, em qualquer escola séria do mundo: branca, azul, roxa, castanha e preta. (E sim, em português europeu diz-se castanha — "marrom" ficou do outro lado do Atlântico.)

FaixaO que representaTempo típico*
BrancaAprender a sobreviver: posições base, escapar, defender-te1 a 2 anos
AzulFundamentos sólidos; já te defendes bem e começas a atacar2 a 3 anos
RoxaProfundidade técnica; nasce o teu jogo próprio2 a 3 anos
CastanhaRefinamento: os detalhes que separam o bom do excelente1 a 2 anos
PretaNão é o fim do caminho — é o início da parte mais interessante

*Os tempos típicos são estimativas para quem treina com constância. O teu percurso pode ser diferente, e não há mal nenhum nisso.

A faixa branca é a única que não se conquista: é-te entregue no dia em que apareces. E talvez seja a mais importante de todas, porque é nela que se decide quase tudo — sobretudo se ganhas o hábito de aparecer. Se ainda estás desse lado da porta, o guia de como começar Jiu-Jitsu em Viseu e o relato de como é realmente a primeira aula foram escritos exatamente para ti.

A azul é onde a maioria das pessoas percebe que o Jiu-Jitsu funciona — e, curiosamente, é também onde mais gente desiste, porque o caminho até à roxa é longo. A roxa é a faixa da identidade: deixas de copiar e começas a criar. A castanha é polimento fino. E a preta, ao contrário do que o cinema sugere, não é a linha da meta: quem lá chega costuma dizer que foi aí que começou a aprender a sério.

Os graus: as fitas na ponta da faixa

Entre uma faixa e a seguinte podem passar dois, três, quatro anos. É muito tempo para caminhar sem marcos no caminho — e é para isso que existem os graus.

Os graus são as fitas (normalmente brancas) que o professor cola na barra da ponta da faixa. Cada faixa colorida, da branca à castanha, pode receber até quatro graus antes da cor seguinte. Funcionam como metas intermédias: dizem-te que estás a evoluir, mesmo quando a próxima faixa ainda está longe.

Na faixa preta, o sistema continua — mas em câmara lenta: os graus da preta contam-se ao longo de décadas de prática e de ensino. É por isso que dizer que alguém é "faixa preta de 1.º grau" diz tanto: significa que continuou a somar anos de tatami depois de chegar à preta.

As faixas das crianças: cinzenta, amarela, laranja e verde

O sistema infantil é diferente do adulto — e ainda bem, porque uma criança de 8 anos não precisa dos mesmos degraus que um adulto de 30.

No sistema da IBJJF, que cobre dos 4 aos 15 anos, a progressão depois da branca passa pelas faixas cinzenta, amarela, laranja e verde, por esta ordem, com variantes dentro de cada cor. A ideia é dar às crianças degraus mais curtos e mais frequentes, à medida da idade.

Aos 16 anos, o jovem transita para o sistema adulto — tipicamente para a faixa azul, se o nível o justificar, por decisão do professor e segundo as regras da federação.

Na Lusitanos, a turma de Kids é dos 9 aos 13 anos, e o que lá se treina vai muito além das cores: disciplina, confiança, respeito e ferramentas para lidar com o bullying. Se tens um filho nessa idade, lê Jiu-Jitsu para crianças em Viseu.

Quanto tempo demora até à faixa preta?

A resposta honesta: em média, 8 a 12 anos de treino consistente. É uma estimativa — há quem chegue um pouco antes, há quem demore bastante mais, e nenhum dos casos é um problema.

A própria IBJJF define tempos mínimos de permanência que nenhuma graduação séria ignora:

  • Faixa azul: só a partir dos 16 anos;
  • Mínimo de 2 anos na azul antes da roxa;
  • Mínimo de um ano e meio na roxa antes da castanha;
  • Mínimo de 1 ano na castanha antes da preta.

Repara numa coisa: são mínimos, não médias. Somados, dão quatro anos e meio depois da azul — e quase ninguém faz o caminho nesse ritmo, porque a vida real tem trabalho, família, lesões e semanas em que simplesmente não dá.

A variável que mais pesa não é o talento. É a constância: duas a três aulas por semana, durante anos, vencem qualquer dom natural que só aparece uma vez por mês.

E se fizeste as contas e pensaste "então só chego à preta depois dos 50" — perfeito: chegas à preta depois dos 50. O tempo vai passar de qualquer maneira; a única pergunta é se passa contigo no tatami ou no sofá. Se é a idade que te trava, lê como começar Jiu-Jitsu depois dos 40.

O que conta para subir de faixa

Se a graduação fosse só uma questão de calendário, bastava um relógio. Não é. O tempo é apenas um dos ingredientes — e nem sequer é o principal. O que um bom professor avalia:

  • Presença — a constância ao longo de meses e anos, não as semanas de entusiasmo seguidas de meses de ausência.
  • Técnica — saber defender e atacar, executar os fundamentos sob pressão, treinar com controlo.
  • Comportamento — humildade para aprender, cuidado com os parceiros, a forma como recebes quem sabe menos do que tu.

E há um ponto que convém dizer sem rodeios: a decisão é do professor. Não há requerimento, não há negociação, não há "acho que já merecia". Numa escola séria, quem te gradua é quem te vê treinar semana após semana — e é exatamente por isso que a faixa, quando chega, vale alguma coisa.

Mitos sobre as faixas do Jiu-Jitsu (e a verdade)

"Há quem compre a faixa"

Infelizmente, há: cursos por vídeo que "certificam" graduações, escolas sem linhagem que graduam quem paga. Uma faixa legítima não se compra — paga-se em horas de tatami, e qualquer faixa preta a sério percebe a diferença em trinta segundos de treino. Numa escola séria, a mensalidade paga o treino, nunca a graduação. (Sobre o que custa realmente treinar, lê quanto custa treinar Jiu-Jitsu.)

"Conheço um que fez a preta em quatro anos"

Casos assim existem — quase sempre atletas que treinam como profissão, duas vezes por dia, durante anos. São a exceção que confirma a regra. Se alguma escola te promete uma faixa rápida, desconfia: a pergunta certa nunca foi "quão depressa chego", é "quão bom me torno pelo caminho".

"O outro começou depois de mim e já me passou"

Vai acontecer. Alguém com mais tempo livre, outro historial desportivo ou vinte anos a menos vai passar-te — e isso não diz nada sobre ti. Comparares-te com os outros é o caminho mais curto para desistir. A única comparação que vale alguma coisa é contigo mesmo de há seis meses.

Na Lusitanos, a graduação segue a linhagem — não os atalhos

Uma faixa vale o que vale quem a entrega. Na Lusitanos, quem gradua é o professor Tibério Bordonhos: faixa preta IBJJF de 1.º grau, 14 anos de prática federada na Federação Portuguesa de Jiu-Jitsu, campeão nacional em todas as faixas e com uma linhagem que vem do Rilion Gracie HQ. Cada graduação segue os critérios da linhagem e da federação — sem faixas de favor, sem pressa, sem atalhos.

O caminho está montado para qualquer ponto de partida: Fundamentos para quem começa do zero, Adultos Gi e No-Gi, Kids dos 9 aos 13, Competição para quem quer testar-se e Personal Training para quem prefere atenção individual. Vê os detalhes em turmas e horários.

E a primeira faixa — a branca — já está à tua espera: a aula experimental é grátis, sem compromisso, e nas primeiras semanas até te emprestamos o kimono.

Perguntas frequentes

Com que faixa é que começo?

Branca, como toda a gente — do estudante universitário ao campeão do futuro. Não há exceções, e isso é das coisas bonitas do Jiu-Jitsu: no primeiro dia, toda a gente parte exatamente do mesmo sítio.

Quanto tempo demora até à faixa azul?

Tipicamente, entre 1 e 2 anos de treino constante — é uma estimativa, não uma promessa. E lembra-te: pelas regras da IBJJF, a azul só pode ser atribuída a partir dos 16 anos.

Posso saltar faixas?

A regra é a progressão sequencial: branca, azul, roxa, castanha, preta, com os tempos mínimos da federação pelo meio. Casos excecionais existem, mas são raríssimos — e, sinceramente, nem os queiras: cada faixa ensina coisas que fazem falta na seguinte.

As faixas de criança contam para o sistema adulto?

São sistemas separados. Aos 16 anos, o jovem transita para o sistema adulto — normalmente para a azul, se o nível o justificar, por decisão do professor. Mas os anos de tatami em criança não se perdem: transformam-se numa base técnica que os adultos iniciantes levam anos a construir.

Preciso de competir para subir de faixa?

Não. A competição acelera a aprendizagem e dá rodagem sob pressão, mas não é obrigatória. Há excelentes graduados que nunca pisaram um pódio — o que conta é o que mostras no tatami, aula após aula.

A faixa faz-se de aulas — e a primeira é grátis

Toda a faixa preta do mundo começou exatamente onde tu estás agora: do lado de fora, a fazer contas ao tempo. A certa altura, deixou de contar anos e foi à primeira aula. Foi só isso.

Não tens de pensar na preta, nem sequer na azul. Só tens de dar o primeiro nó na faixa branca — e para isso basta apareceres uma vez.

Marca já a tua aula experimental grátis ou manda-nos uma mensagem pelo WhatsApp e tira as dúvidas que ainda tiveres. Grátis, sem compromisso, com kimono emprestado.

O tempo vai passar de qualquer maneira. Daqui a uns anos, podes ter uma faixa que conta a tua história — ou podes ainda estar a ler artigos sobre ela.


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